A indústria da felicidade

A indústria da felicidade

A felicidade (ou a esperança dela) é cada vez menos um assunto apenas do coração. E como fator de produtividade e consumo parece preocupar mais os governos contemporâneos e as multinacionais modernas. Dois novos livros sobre o assunto, The Happiness Industry: How the Government and Big Business Sold Us Well Being, do economista político britânico William Davies, e Semiotics of Happiness: Rhetorical Beginnings of a Public Problem, por Ashley Frawley, socióloga da Universidade de Swansea, analisam o esforço de estados e empresas para debelar o stress dos funcionários e controlar a melancolia dos gestores. Da multiplicação de módulos universitários sobre «resiliência emocional» à generalização do recurso a terapeutas pessoais, psicólogos ou consultores de «bem-estar», os livros explicam que essa ideia de «ser feliz» é hoje uma prioridade estratégica na gestão empresarial e nas políticas públicas. O estudo da felicidade tornou-se uma indústria muito lucrativa, e empresas como a Google, a British Airways ou o Facebook gastam fortunas em neurociência ou economia comportamental para nos terem mais satisfeitos (e mais gastadores).

9781472523303
Semiotics of Happiness: Rhetorical Beginnings of a Public Problem

 

book-review-the-happiness-industry-by-william-davies
The Happiness Industry: How the Government and Big Business Sold Us Well Being

Vê Também

Jovens tailandeses fazem homenagem ao mergulhador que morreu no resgate

As 12 crianças e o treinador presos na gruta de Tham Luang, na Tailândia, durante …

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *