Morreu criança de três anos deixada em carrinha escolar a escaldar

Uma criança de três morreu, na passada quinta-feira, na cidade de Houston, no Estado norte-americano do Texas, depois de ter sido deixada ao sol numa carrinha, durante pelo menos quatro horas, no fim de um passeio escolar.

Segundo as autoridades do condado de Harris, onde o caso teve lugar, Raymond Pryer Jr. foi encontrado inconsciente ao fim da tarde, cerca das 19 horas, quando o pai chegou à escola, a academia privada Discovering Me, para ir buscar o filho. O autocarro tinha chegado ao local pelas 14.30 horas sendo que, de acordo com as autoridades, citadas pela imprensa local, a criança ficou lá dentro pelo menos quatro horas. Segundo fonte oficial ouvida pelo “The New York Times”, registavam-se 45 graus Celsius no interior do veículo.

Frustrados os esforços dos socorristas no sentido de reanimar a vítima, o óbito acabou por ser declarado no hospital para onde a cirança foi transportada. O chefe da Polícia, Alan Rosen, falou em “negligência grosseira” que culminou num fim “trágico” e “completamente evitável”.

 

 

A vítima estava entre um grupo de 28 crianças, que tinha acabado de chegar de um passeio escolar. Segundo a polícia, o nome do menino constava na lista de alunos que já tinham sido recolhidos após o regresso à escola. O motorista da viatura e uma segunda pessoa foram detidos para interrogatório. Está em curso uma investigação para apurar responsabilidades.

Segundo o “The New York Times”, a academia Discovering Me está referenciada, em registos estatais, por várias violações, ainda que menos graves, envolvendo veículos escolares. Uma delas, que data de 2015, prendeu-se com o facto de pelo menos uma carrinha não estar equipada com um alarme de segurança usado para notificar o motorista em caso de alguma criança ser deixada para trás. Num segundo caso, a escola não deu conta da ocorrência de um acidente rodoviário em tempo devido e, num terceiro, o motorista não sabia o número de crianças que transportava.

A morte da criança chocou a comunidade local e tem levantado questões sobre os procedimentos de segurança necessários quando há crianças envolvidas. Na sexta-feira, um grupo de familiares e amigos da vítima reuniu-se para lançar balões brancos, num gesto de homenagem.

Este artigo foi publicado originalmente no Jornal de Notícias

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