Os 5 Ferraris mais colecionáveis

Os 5 Ferraris mais colecionáveis.

É conhecida a cobiça que os colecionadores de todo o mundo tem pelos Ferraris mais antigos, capazes de despertar emoções fortes até aos mais impávidos e serenos! Toda a história da Ferrari está repleta de competição, competição essa que foi, e ainda é, transposta para os carros de estrada.  Neste artigo vou mostrar os que considero mais colecionáveis, numa lista composta por 5 modelos que atraem a atenção de colecionadores de todo o mundo.

As 5 obras de arte em destaque neste artigo respiram competição, mas estão disponíveis ao publico por umas largas dezenas de milhões.

Começando por ordem:

  1. Ferrari 250 GT Spyder California SWB
  2. Ferrari 275 GTB/4 NART Spyder
  3. Ferrari 250 GT SWB
  4. Ferrari 375 MM
  5. Ferrari 275 GTB/C

Analisando individualmente cada um dos 5 modelos presentes na lista percebemos o porque de tanta cobiça, não deixando dúvida da sua preciosidade para o automobilismo mundial.

 

Ferrari 250 GT Spyder California SWB

Ferrari 250 GT Spyder California SWB

Período de Produção: 1958-1963

Quantidade produzida: 54

O Ferrari 250 GT Spyder California SWB faz qualquer colecionador arrepiar, tal é a sua beleza e raridade. A carroceria foi esculpida pelo estúdio Pininfarina, tendo um chassis com 240 centimentros entre o eixo traseiro e dianteiro. A Sigla SWB quer dizer “curto entre eixos” dando ênfase a curta distancia entre eixos, característica essa que lhe conferia mais rigidez e rapidez, atributos indispensáveis a qualquer Ferrari .

O coração deste 250 GT Spyder California SWB é um V12 de 3L com 280CV de potência. Com apenas 54 unidades produzidas o Ferrari 250 GT Spyder California SWB entra num grupo muito restrito de carros, e para quem quer o melhor dos 250 GT Spyder California SWB deve procurar umas das poucas unidades produzidas em alumínio para competição visto a grande maioria ter sido produzida em aço tendo como distinção o bocal para abastecimento rápido situado na tampa do porta malas.

Como automóvel de colecção nenhum tem o potencial do  Ferrari 250 GT Spyder California SWB.

 

Ferrari 275 GTB/4 NART Spyder

1967 Ferrari 275 GTB:4

Período de produção: 1967-1968

Quantidade produzida: 10

O Ferrari 275 GTB/4 NART Spyder consegue ser ainda mais exclusivo que o Ferrari 250 GT Spyder California SWB, tendo um toque de exclusividade como poucos.

Ao contrário do que possam pensar o Ferrari 275 GTB/4 NART Spyder  não foi produzido pela Ferrari, pelo menos integralmente, mas sim autorizado a ser produzido pela fábrica a um concessionário oficial da Ferrari na America. O Ferrari 275 GTB/4 NART Spyder  nasceu do  Ferrari 275 GTB/4 e foi baptizado devido a ligação que tinha com o North American Racing Team presidido por Luigi Chinetti que também era dono do concessionário que consegui a aprovação para a sua produção. O motor é o mesmo do  Ferrari 275 GTB/4, um V12 com 3.3 litros de capacidade.

O Ferrari 275 GTB/4 NART Spyder também é conhecido por  Hollywood, quando foi utilizado por Steve McQueen e Faye Dunaway em “The Thomas Crown Affair”.

Tudo partiu da visão de um homem,  Luigi Chinetti, que conseguiu melhorar o que já de si era perfeito.

 

Ferrari 250 GT SWB Berlinetta

Ferrari-250-GT-SWB-Berlinetta

Período de produção: 1959-1962

Quantidade produzida: 165 (75 com carroceria de alumínio)

A facilidade com que o Ferrari 250 GT SWB Berlinetta corria nas pistas e ao mesmo tempo nos levava a casa era o seu maior trunfo, bastava colocar um pedaço de fita cola nos faróis e tínhamos vencedor na pista. Era multifacetado.

Alimentado pelo tradicional V12 de 3 litros com 280CV de potência, carrocerias Pininfarina e uns incríveis  1.066 kg faziam do 250 GT SWB Berlinetta um adversário de peso para a concorrência. No seu curriculum tem vitorias em Le Mans, Sebring e Monza fazendo dele um dos 5 Ferraris mais colecionáveis.

 

Ferrari 375 MM

Ferrari-375-MM

Período de produção: 1953-1955

Quantidade produzida: 24

O  Ferrari 375 MM nasceu vencedor, em 1953 bateu o record nas 24h de Le Mans. Logo de seguida era vendido para financiar a próxima corrida e o seu novo dono levava-o tranquilamente até a sua nova residencia depois de um brilharete nas pistas. Desejado por magnatas e celebridades o  Ferrari 375 MM  chegou a ter correcerias especiais encomendadas pelos seus clientes a estúdios como Sergio Scaglietti.

Uma das suas caracteriticas além do seu baixo peso de apenas 1.090 kg era o seu motor V12 com 4.5 litros de capacidade e uns impresionantes 340CV de potencia que faziam deste 375 MM um dos carros mais rápidos da sua era.

 

Ferrari 275 GTB/C

Ferrari-275-GTBC

Período de produção: 1966

Quantidade produzida: 14

Embora o Ferrari 275 GTB/C transpirasse competição o seu maior trunfo era a sua usabilidade, rompendo assim com umas das caracteristicas que vincavam os Ferraris, que era a sua apetidão para pista.

Como a Ferrari vivia das corridas que vencia acabou por fazer um pequeno número de 275 GTBs com paineis em aluminio e vidros em acrilico, o que levou a uma diminuição de peso de 220kg quando comparado com a versão de estrada. O coração, também V12 com 3.3 litros era praticamente igual a versão de estrada exepto os comandos das valvulas e afinações na carburação. Os primeiros 14 modelos receberam o nome de 275 GTB Competizione, o segundo lote também de 14 exemplares foi baptizado de 275 GTB/C. Com esta receita as vitorias em pista apareceram rapidamente com o 275 GTB/C a conquistar uma fatia de sucesso maior muito em conta da vitoria em 1966 na classe GT das 24 Horas de Le Mans.

 

Depois desta análise, e se pertence ao grupo restrito de pessoas que podem pagar o que estas obras de arte valem, não hesite, pois são investimentos seguros e carregados de história.

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