Vive sozinho há 28 anos numa ilha aqui bem perto, e as fotografias são de cortar a respiração

Chama-se Mauro Morandi, tem 79 anos, e vive sozinho na ilha de Budelli, no mediterrâneo, desde 1989.

Cansado da vida urbana, quis fugir para a Polinésia, mas acabou por ficar “perto” de casa.

Em Budelli, na Sardenha, Itália, encontrou o que queria: uma ilha só para si, e para alguns turistas que, de vez em quando, ali atracam para conhecer o “paraíso”, e procurar a famosa Spiaggia Rosa (praia rosa).

Desde que chegou à ilha, é o único habitante e agora usa as redes sociais para mostrar as paisagens do seu dia-a-dia, e que são de cortar a respiração.

“Sempre fui uma criança rebelde, acho que fugi de casa pela primeira vez aos 9 anos”, disse Morandi à CNN.

Na escola não tinha paciência para os professores. Quando se tornou adulto sentiu-se marginalizado pela sociedade.

Quando chegou pela primeira vez a Budelli, ficou fascinado pela ilha com uma praia rosa, e decidiu ficar aqui.

Morandi tornou-se no guardião oficial da ilha, monitorizando a manutenção de Budelli e, a princípio, evitando conscientemente os turistas no verão.

Herdou um barraco em ruínas onde o ex-zelador tinha vivido, e que tem sido a sua casa desde então.

“Nos primeiros anos eu fiquei muito distante”, lembra Morandi. “Eu não queria comunicar com ninguém que viesse para ver a praia rosa, e curti toda essa beleza sozinho”.

Com o passar dos anos, Morandi amadureceu.

“Eu sentia-me um pouco egoísta e queria partilhar com o mundo todo o que considero uma das grandes belezas da natureza”, diz.

“Porque acho que, como Dostoiévski, só a beleza pode salvar este mundo da destruição feita pelo homem”.

Morandi começou envolver-se com os turistas que paravam em Budelli nos seus passeios de barco pelas sete ilhas Maddalena.

Agora dá passeios e palestras nos meses de verão. Diz que faz um esforço especial para falar com as crianças.

Preocupa-se com o meio ambiente – e protege rigidamente A “Spiagga Rosa”, que devido à erosão do turismo, tem sido isolada desde a década de 1990. Agora os visitantes caminham pela praia, mas deixando a sua famosa areia intocada.

“Eu sentia-me um egoísta e queria partilhar esta grande maravilha natural com o mundo”, revelou.

Morandi começou a contactar com os turistas que visitaram a ilha, e hoje em dia até dá passeios na ilha.

Graças ao Wi-Fi que recentemente ficou disponível na ilha, ele também pode começar a partilhar as imagens que capta nas redes sociais.

Desta forma, ele tornou-se uma atração. “Os turistas vêm aqui para conhecer aquele homem louco, que mora aqui sozinho”.

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